Os Saltimbancos

Os Saltimbancos, um clássico atemporal e cativante

Clássico do teatro brasileiro, o musical “Os Saltimbancos” é a montagem que cativou mais de 10 mil pessoas, somente no Distrito Federal, em 2019. O espetáculo é uma releitura do diretor Hugo Rodas para o texto de Chico Buarque. Na receita, elementos de música, teatro, dança e circo. O musical conta a história de um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata que decidem fugir de suas casas e se juntam para formar uma banda musical.

Com marcante teor atemporal, trata de humanidades como união, fraternidade, empatia, sonhos e perseverança. Tudo isso, guiado por um fio condutor: o desejo de um mundo melhor e mais justo! No repertório preparado para a montagem, músicas como “ Bicharada”, “História de uma Gata”, “O Jumento”, “Um dia de cão” e “Guerreiros da Alegria : Hino da Amacaca”, esta composta pelo grupo ATA.

A vontade de montar o texto, que faz parte do imaginário do público brasileiro, surgiu na esteira da celebração das oito décadas de Hugo Rodas e dos 42 anos da primeira montagem da peça pelo extinto Grupo Pitú, referência na história das Artes Cênicas de Brasília, entre os anos 70 e 80.

A primeira vez que eu assisti a uma peça da ATA foi como um tapa de um porre de vinho, com a parte boa da loucura e sem a parte ruim da ressaca. Viciei. Assisti todas as temporadas do Ensaio Geral. Chafurdei na terra vermelha de Punaré e Baraúna várias vezes, e me diverti com os Saltimbancos. Eles dançam, cantam, tocam, atuam, voam? Sim, e você voa e sonha com eles. Assistir a ATA não é ir ao teatro, é tomar um porre de arte. E caso você acorde de ressaca, não se assuste, um rinoceronte pode ter passado por cima de você. Alguém anotou a placa? Saulo Pinheiro, ator