OperATA

Operata: música e engenhosidade cênica no palco

Formato desenvolvido pela Agrupação Teatral Amacaca,  “OperATA” evoca a opereta popular e une dois espetáculos do grupo. No primeiro ato é apresentado “Punaré & Baraúna” (2015) – um musical autoral sertanejo sobre um triângulo amoroso. No segundo ato, é apresentada adaptação de “Ensaio Gera” (2012) onde o amor é celebrado por uma orquestra de atores que conta histórias, inspirada em textos de diversos autores.

A proposição da união dos espetáculos coloca em cena a engenhosidade cênica na qual é elaborada a encenação do grupo, que, a partir dos mesmos elementos e da mesma premissa – “uma orquestra de atores que conta histórias” –, constrói mundos antagônicos: o rural versus o urbano, terra versus mar e romance versus conto.

A trilha sonora é predominante nas montagens e é o elo entre as cenas e, no caso de “Punaré & Baraúna” é um importante vetor dramatúrgico. Ambas as montagens foram agraciadas com o Prêmio de Melhor Trilha Sonora pela única mostra competitiva de teatro local – o Prêmio Sesc de Teatro Candango. O espetáculo já foi apresentado em Belo Horizonte, Goiânia, Ceilândia, Rio Branco e Porto Alegre.

Na lista das cidades por onde circulamos com a nossa “OperATA” estão Ceilândia (DF), Gama (DF), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Rio Branco (AC), Palmas (TO), Recife (PE), São Paulo e Rio de Janeiro.

Eles transitam entre clássicos, neoclássicos e pós-modernos ou até, viagens livres de classificações. Apenas emoções de textos à flor da pele, que misturam dramas, humores e críticas existencialistas com a liberdade de poder se despir do convencional e misturar o punk rock, neo metal dramatúrgico, com o cult new pop virtual. Mas tudo sempre banhado de poesia. Existem sim, esses loucos artistas, que às vezes mandam seus recados na lata ou… preferem se vestir de leveza, a crua palavra. Que cura ou mata! Maurício Witczak, dramaturgo