Prêmio SESC do Teatro Candango 2012
"Ensaio Geral"
Melhor Trilha Sonora - Nobu Kahi, Hugo Casarisi,
Carla Aguiar e Hugo Rodas (vencedor)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2012
"Ensaio Geral"
Melhor Ator - Flávio Café (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2012 (indicação)
"Ensaio Geral"
Melhor Atriz - Camila Guerra (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2012 (indicação)
"Ensaio Geral"
Melhor Iluminação - Raquel Rosildete e Hugo Rodas (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor direção - Hugo Rodas (vencedor)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Figurino - Diana Porangas (vencedora)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Trilha Sonora ATA e Cacai Nunes (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Iluminação - Raquel Rosildete (vencedora)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Espetáculo (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Cenografia - Hugo Rodas (indicação)

Prêmio SESC do Teatro Candango 2015
"Punaré & Baraúna"
Melhor Figurino - Diana Porangas (indicação)

Somos uma orquestra de atores

A ATA – Agrupação Teatral Amacaca – é uma orquestra de atores. Nosso trabalho é a experimentação em dramaturgias do corpo, do espetáculo teatral e em musicalidades para a cena. Nosso fazer artístico se desenvolve a partir da realidade muscular da ação e da sonora sensibilidade para a cena. Músculo e som, corpos e instrumentos, ritmos, vibrações e ideias, encenados por Hugo Rodas na rotina periódica de treinos e ensaios, cantamos ao público as imagens dos poemas, manifestos e histórias presentes nos espetáculos d’Amacaca.

A agrupação tem origem na disciplina de extensão, ofertada no segundo semestre de 2009 pelo Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), ministrada por Hugo Rodas. A disciplina era vinculada ao grupo de pesquisa Mousiké, do Laboratório de Dramaturgia e Imaginação Dramática (Ladi), coordenados pelo professor e PhD. Marcus Mota. Após dois anos, a disciplina foi concluída por sete de nossos integrantes que se uniram a Hugo para prosseguir na sua instrução técnica e no seu trabalho de pesquisa em linguagem teatral.

Em continuidade ao trabalho de pesquisa desenvolvido ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira, é nítido que, no cotidiano da agrupação, Hugo Rodas se engaje em viver a pungência do seu compromisso com o teatro, que remonta as histórias dos coletivos que viveu nos anos 1960, 1970, 1980, até os dias de hoje. É notório que a regência de Hugo em qualquer coletivo teatral gera nos atores e atrizes envolvidos intensidade semelhante à de coletivos, como o Grupo Pitú, ou o Tucan (Teatro Universitário Candango). Assim, a busca por estéticas possíveis também passa por esse diálogo de gerações, sendo eterna a investigação da linguagem, e sendo múltiplo o ponto de partida para a contemporaneidade. A ATA é, portanto, mais um momento singular dentro da pluralidade dos teatros de Hugo Rodas, e vem se construindo também com esses afetos históricos, ano a ano, desde a sua formação.

No final de 2011, já reunidos por um semestre como grupo fechado, foi apresentado no Cometa Cenas – Mostra Semestral de Artes Cênicas da UnB, o experimento cênico “A Sala”, um embrião do que um ano mais tarde se tornou o espetáculo “Ensaio Geral”, nosso primeiro espetáculo, que estreou em outubro de 2012 no Espaço Cultural Contemporâneo (Ecco), em Brasília.

Logo após a primeira temporada de “Ensaio Geral”, visto por mais de 10 mil pessoas, em várias cidades brasileiras, começamos nosso segundo processo criativo, que se basearia no romance “Cansaço – A Longa Estação”, de Luiz Bernardo Pericás. Foram mais dois anos de pesquisa até a estreia de “Punaré & Baraúna”, que em 2015 entrou para a programação do festival Cena Contemporânea.

Em seguida, desenvolvemos o formato que chamamos de  “OperATA”, com elementos da opereta popular e que une dois espetáculos do grupo. No primeiro ato é apresentado “Punaré & Baraúna” (2015) – um musical autoral sertanejo sobre um triângulo amoroso. No segundo ato, é apresentada adaptação de “Ensaio Geral” (2012).

Impulsionados pelo incansável Hugo Rodas, tivemos 2019 como um ano intenso. Montamos o musical infantil “Os Saltimbancos”, baseado no texto de Chico Buarque, que se tornou sucesso de público em intensa temporada no Distrito Federal. Remontamos o espetáculo “O Rinoceronte”, peça com texto de Éugène Ionesco, numa reflexão importante sobre a cultura do ódio. Como resultado do intercâmbio artístico com o grupo espanhol loscorderos.SC, apresentamos, com direção de David Climent, o experimento cênico “Metanoia”, com apresentação na programação oficial do Cena Contemporânea 2019.

Seguimos, na ATA, com nossa rotina de treinos e experimentações, na pesquisa de novos espetáculos. Operamos a manutenção de nosso repertório, evoluindo no preparo técnico e promovendo a circulação de nossas montagens.

E a cada ensaio, encontro, reunião, festa e similares, Amacaca ganha mais um galho pra subir. Si si!

Ata