Hugo Rodas, cinco décadas de intensidade teatral

Nascido no Uruguai e radicado há 40 anos no Brasil, Hugo Rodas é um dos mais talentosos e importantes artistas de teatro no Brasil, como ator, diretor, bailarino, coreógrafo, cenógrafo, figurinista e professor. Huguito tem uma trajetória ligada a coletivos e parcerias. Nos anos 1970 e 1980, dirigiu o Grupo Pitú e, também nessa época, vieram as primeiras experiências com Antônio Abujamra, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e com José Celso Martinez Corrêa, no Teatro Oficina. Nos anos 1990, foi a vez das parcerias artísticas com o Teatro Universitário Candango (Tucan) e a Companhia dos Sonhos. Em seguida, na década de 2000, surgiu a Agrupação Teatral Amacaca (ATA), sua mais recente trupe.

Alguns dos maiores sucessos de público e crítica da história do teatro e da dança de Brasília trazem o selo de qualidade Hugo Rodas, como “Senhora dos afogados” (1987), “A casa de Bernarda Alba” (1988/91), “A menina dos olhos” (1990/91), “Romeu e Julieta” (1993/99), “O olho da fechadura” (1994/95), “The Globe Circus” (1997), “Shakespeare in concert” (1997), “Arlequim: servidor de dois patrões” (2001/02), “Rosanegra – uma Saga Sertaneja” (2002/05), “O rinoceronte” (2005/2006) além do memorável “ADUBO ou a sutil arte de escoar pelo ralo” (2005-2015).

As releituras marcaram o ano de 2019 para o diretor junto à ATA. Foram remontados, com sucesso de público, “Os Saltimbancos” e “O Rinoceronte” e, em seguida, em 2020, com o impacto da pandemia do coronavírus, ele conduziu o elenco d’Amacaca no espetáculo Virtual “Poema/Confinado”.

Dirigiu e encenou espetáculos em várias cidades brasileiras tendo como parceiros de criação grandes nomes como Antônio Abujamra, codirigindo os espetáculos “Lady Macbeth” (2007), com Marília Gabriela; “Cantadas” (2007), monólogo de Denise Stocklos; e “Os Demônios” (2007).

Recebeu muitos prêmios por suas criações, com destaque para o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro (1977) de melhor espetáculo infantil para o antológico “Os Saltimbancos” e o Prêmio Shell (1997) pela direção do espetáculo “Dorotéia”, ao lado de Adriano e Fernando Guimarães. É comendador e oficial da Ordem do Mérito Cultural de Brasília (1991 e 1992), assim como Cidadão Honorário de Brasília (2000), tendo sido os três títulos concedidos pelo Governo do DF. Recebeu também o títulos de Notório Saber em Artes Cênicas (1998) e, recentemente, em 2014, o de professor emérito, ambos pela Universidade de Brasília, instituição na qual foi docente do Departamento de Artes Cênicas durante mais de 20 anos, e atualmente atua como professor-pesquisador.

Ávido por inovação, Hugo é um alicerce incontestável na construção da cena teatral e cultural contemporânea de Brasília, sendo referência mundial para a pesquisa da linguagem teatral.

Este gênio que vai muito além do que esses que foram grandes artistas mais contidos, civilizados, caretas, do Hemisfério Norte. É o grande Xamã Artista do Teatro do Hemisfério Sul: em Cena e na UnB. O Grande Performer, Guarany-uruguayo-brazyleiro,acolhido, cultuado no Planalto Central do Brasil em Brasília, e pelo Brasil afora. Zé Celso Martinez Corrêa, diretor e dramaturgo

Hugo Rodas