Agrupação Teatral Amacaca

A ATA – Agrupação Teatral Amacaca – é uma orquestra de atores. Esse é o seu conceito básico. O foco do trabalho é a experimentação em dramaturgias do corpo, do espetáculo teatral e em musicalidades para a cena. É um princípio da agrupação que toda atriz ou ator integrante toque no mínimo um instrumento musical. O trabalho se desenvolve a partir da realidade muscular da ação e da sonora sensibilidade para a cena. Músculo e som, corpos e instrumentos, ritmos, vibrações e ideias, encenados por Hugo Rodas na experimentação periódica de treinos e ensaios, cantam ao público as imagens dos poemas, manifestos e histórias presentes nos espetáculos d’Amacaca.

A ATA tem origem em disciplina de extensão, ofertada no segundo semestre de 2009 pelo Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília, ministrada por Hugo Rodas. A disciplina era vinculada ao grupo de pesquisa Mousiké, do LADI – Laboratório de Dramaturgia e Imaginação Dramática, coordenados pelo Prof. PhD. Marcus Mota. Após dois anos a disciplina foi concluída por sete participantes que então decidiram se agrupar a Hugo e prosseguir na sua instrução técnica e no seu trabalho de pesquisa em linguagem teatral.

Dando continuidade ao trabalho de pesquisa desenvolvido ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira, é nítido que, no cotidiano da agrupação, Hugo Rodas se engaje em viver a pungência do seu compromisso com o teatro, que remonta às histórias dos coletivos que viveu nos anos 60, 70, 80, até os dias de hoje. É notório que a regência de Hugo em qualquer coletivo teatral gera nos atores e atrizes envolvidos intensidade semelhante à desses coletivos, como o Grupo Pitú, ou o TUCAN (Teatro Universitário Candango) em todas as suas formações. Assim, a busca por estéticas possíveis também passa por esse diálogo de gerações, sendo eterna a investigação da linguagem, e sendo múltiplo o ponto de partida para a contemporaneidade. A ATA é, portanto, mais um momento singular dentro da pluralidade dos teatros de Hugo Rodas, e vem se construindo também com esses afetos históricos, ano a ano, desde a sua formação.

No final de 2011, já reunidos por um semestre como grupo fechado, foi apresentado no Cometa Cenas – Mostra Semestral de Artes Cênicas da UnB, o experimento cênico A Sala, um embrião do que um ano mais tarde se tornou Ensaio Geral, o primeiro espetáculo, que estreou em outubro de 2012 no ECCO – Espaço Cultural Contemporâneo, na cidade de Brasília – DF.

Logo após essa primeira temporada de Ensaio Geral (que desde então vem acumulando 44 apresentações, com público superior a 5000 pessoas, em 6 cidades brasileiras) começou o segundo processo criativo da agrupação, que se basearia no romance “Cansaço – A Longa Estação”, de Luiz Bernardo Pericás. Foram mais dois anos de pesquisa até a estreia de Punaré & Baraúna, em maio de 2015, que só este ano já fez 16 apresentações em 4 teatros do DF, estando nesse mesmo ano na programação do festival Cena Contemporânea.

Hoje a ATA segue sua rotina de treinos e experimentações, na pesquisa de um terceiro espetáculo. Opera a manutenção de seu repertório, evoluindo em seu preparo técnico e promovendo a circulação de seus espetáculos. A exemplo disso, já está confirmada para o primeiro semestre de 2016 a circulação de Ensaio Geral nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Vitória e Cachoeiro do Itapemirim.

E a cada ensaio, encontro, reunião, festa e similares, Amacaca ganha mais um galho pra subir. Si si!

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Indicações

Melhor Atriz (Camila Guerra)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2012, por Ensaio Geral.

Melhor Ator (Flávio Café)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2012, por Ensaio Geral.

Melhor Iluminação (Raquel Rosildete e Hugo Rodas)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2012, por Ensaio Geral.

Melhor Figurino (Diana Poranga)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.

Melhor Cenografia (Hugo Rodas)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.

Melhor Dramaturgia (ATA e Hugo Rodas)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.

Melhor Espetáculo (Punaré & Baraúna)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015.

Premiações

Melhor Trilha Sonora
(Hugo Casarisi, Nobu Kahi e Carla Aguiar)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2012, por Ensaio Geral.

Melhor Trilha Sonora
(ATA, Hugo Rodas, Cacai Nunes e Dani Neri)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.

Melhor Iluminação
(Raquel Rosildete)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.

Melhor Direção
(Hugo Rodas)

Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015, por Punaré & Baraúna.